Testes rápidos… HP iPAQ Messenger

Tenho andado a testar alguns equipamentos e algum software, mas a falta de tempo não me tem permitido fazer análises exaustivas aos mesmos… mas aqui ficam algumas impressões, infelizmente sem fotografas ou capturas de ecrã:



HP iPaq Messenger


Este é na minha opinião o primeiro PDA para não informáticos! Quem já teve um PDA ‘a sério’ ou é um ‘power user’ encontrará neste PDA algums limitações, como a capacidade de memória ou o ecrã quadrado.


Então a quem será destinado este iPaq? Eu vejo este PDA como um produto de consumo, como olho para um telefone ‘avançado’ da Nokia ou um GPS. Não será o melhor telefone do mundo, o GPS mais funcional ou o PDA mais capaz, mas a conjugação destes 3 factores torna-o uma máquina interessante, seja para 1º PDA ‘light’/telefone, seja para complemento a um outro PDA…
Porque é que implico tanto com ele como PDA? O ecrã quadrado não me convenceu, seja a navegar na web, seja na utilização de aplicações que resultam muito melhor nos ecrãs com formato ‘convencional’


Como telefone, do que me apercebi, bem como as pessoas do outro lado da linha (bem, do outro lado da linha em comunicações sem fios?!), é superior aos Qtek que utilizei (2020, S100 e 9090) e ao HP 6340. Testei sem auricular e com o meu auricular BlueTooth da Motorola. É pena não trazer o ‘dialer’ do S100 que resulta muito bem, mas a marcação no teclado físico dá uma ajuda.


Como GPS, talvez por ser uma unidade de pré-produção, houve alturas em que embora apanhando vários satélites com sinal forte, não conseguia adquirir a posição, mas o facto de permitir ligar uma antena externa (infelizmente o conector não é o comum MCX) será de grande importância para quem tem dificuldade em utilizar um GPS dentro da sua viatura.
O software que o acompanha é uma versão do TomTom, que é funcionalmente inferiror ao TomTom Navigator 3, mas lá está, o público-tipo deste equipamento talvez até prefira uma solução mais simples. A cartografia nota-se que é mais completa que a presente no TomTom Navigator 3.


Testei ainda com o CompeGPS e fiquei duplamente satisfeito! Para além de ter conseguido aceder ao GPS ‘sem espinhas’, o CompeGPS PocketLand adaptou-se perfeitamente ao ecrã quadrado, o que mostra que realmetne este equipamento ainda dará que falar junto de muitos utilizadores, embora venha a frustrar as expectativas de outros.


Ah! Também tem máquina fotográfica com 1.3mpx e flash, mas não é um aspecto que valorize pessoalmente.


Perguntas ou comentários são obviamente benvindos.

CompeGPS… Onde andavas tu?!


A semana passada tive uma reunião com uma empresa portuguesa com soluções de gestão de frotas em tempo real, e que têm diversos produtos interessantes para diferentes àreas ligadas à questão da localização, seja profissional, seja de lazer.


No decurso da reunião, uma das pessoas falou-me numa aplicação chamada ‘CompeGPS’ que seria algo tipo ‘Ozi Explorer’ ou ‘Fugawi’, com versões para desktop e PocketPC, tendo no final da reunião mostrado-me a tal aplicação em acção… fiquei babado! Logo que tive oportunidade descarreguei as versões trial da internet (CompeGPS Land e Pocket Land), para avaliar o que valeriam, e aqui vão as primeiras conclusões. Oportunamente tentarei fazer um artigo sobre esta aplicação e capturar alguns ecrãs.


A característica que mais salta à vista na versão desktop é a hipótese de representar a 3D qualquer mapa calibrado. Eu repito, ver a morfologia do terreno de, por ex. uma carta militar, em que a mesma é esticada e permite observar perfeitamente as elevações e depressões do terreno… antes que comecem a magicar as perguntas do contra que normalmente se seguem, aqui vão mais uns quantos aspectos positivos:


  • é possível no modo 3D ter o ‘moving map’ activado, ou representar no mesmo waypoints1, tracks2 e routes3
  • o CompeGPS aproveita as calibrações do Ozi
  • os dados referentes à morfologia do terreno são obtido gratuitamente via internet
  • last but not least, o CompeGPS Land e o Pocket Land são mais baratos do que, respectivamente, o Ozi Explorer e o Ozi Explorer CE

Interessante também, para os praticantes de ciclismo e BTT, é o pormenor de poderem ver representado num gráfico 2D a altitude de um track gravado, podendo ter no eixo X a distância ou o tempo decorrido.


Já no PDA, há uma série de coisas que se destacam:


  • suporte para VGA em modo retrato e paisagem ‘sem espinhas’ (testado num FijitsuSiemens Loox 720)
  • possibilidade de parametrizar a informação que pretendemos que surja junto dos mapas
  • possibilidade de mapear completamente as teclas para qualquer comando da aplicação

Com estas opções configurei por ex. a minha versão trial para exibir um odómetro parcial abaixo da carta, e um botão do PDA para fazer reset ao percurso, o que facilitará a vida à minha navegadora quando formos seguir um road-book num passeio TTT!


Importa realçar que aplicações como as mencionadas neste artigo não são apropriadas à navegação ‘em estrada’, mas sim ‘fora de estrada’, onde o percurso entre 2 pontos tem de ser calculado por nós em função do terreno.


Dos mesmos autores há outras aplicações disponíveis, nomeadamente para praticantes de voo livre.


O site é www.compegps.com , e foi criado por nuestros hermanos. A aplicação é vendia online.


1 Waypoint – ponto de passagem/controlo/interesse guardado. Normalmente pode ser associada uma descrição, e nalgumas aplicações um ícone e uma imagem
2 Track – percurso gravado. A maior parte das aplicações permite parametrizar os parâmetros de gravação de tracks, em função do detalhe que se pretenda, sem comprometer os limites de pontos quando definidos
3 Route – percurso planeado. A ideia é definir-se um percurso analizando os mapas e posteriormente no terreno seguir esse percurso
Todos os programas mencionados (CompeGPS, Fugawi e Ozi Explorer) permitem copiar de e para GPS (Garmin, Magellan, etc.) estas informações

1ª tentativa de infectação por Bluetooth…

…hoje no Continente de Leiria, dei com um dos meus telemóveis (Siemens S55) a dar o toque de mensagem recebida, com um íconzinho novo. Cliquei na tecla de atalho e apareceu-me a opção de guardar/executar um ficheiro com extensão .bin, o que obviamente optei por não fazer. Após o incidente se repetir mais 2 vezes, apaguei o dito ficheiro, sem – infelizmente – ter anotado o respectivo nome :(


O meu S55 anda sempre com o bluetooth ligado, e ultimamente anda ‘visível’… tenho curiosidade em saber se a pessoa que estava a tentar infectá-lo saberia o que estava a fazer, bem como que consequências num telemóvel sem sistema operativo poderia ter…