Windows Server 2012 Hyper-V como Base de sua Nuvem Privada

 


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O Windows Server 2012 foi finalmente lançado e com ele a nova versão do Hyper-V. Virtualização já faz parte do nosso dia a dia e hoje ela deixou de ser estatística para se tornar fato. Foi pensando nisso que a Microsoft foi além da virtualização na terceira versão do Hyper-V e trouxe os requisitos e componentes necessários para criar e gerenciar suas nuvem privadas.


Este artigo irá focar as cinco principais áreas de aprimoramento relacionadas ao Hyper-V e nuvem privadas.


Escalabilidade e Elasticidade


Um dos primeiros requisitos para criação de uma nuvem privada é a possibilidade de rodar qualquer servidor e qualquer aplicação, inclusive aqueles que precisam de desempenho, memória e processamento.


Agora é possível executar máquinas virtuais com até 1 TB de memória e 320 processadores, o que garante a escalabilidade para os próximos anos. É difícil pensar numa VM com essas características, mas ao lembrar os velhos tempos do disquete de 3.14 ou dos servidores rodando Windows NT com 128 MB de memória e discos de 10 GB isso não fica tão distante assim. Portanto essa versão do Hyper-V irá atender a demanda por um bom tempo, desde pequenas empresas até sistemas críticos e datacenters.


Para se ter uma idéia das limitações, a tabela abaixo mostra a diferença entre versão anterior do Hyper-V com a atual.


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Outra melhoria do Hyper-V relacionada a elasticidade é a Memória Dinâmica. Agora, além das opções já existentes do Hyper-V 2008 R2 como Startup Memory e Maximum Memory, agora também
é possível atribuir o Minimum Memory, como mostrado na imagem abaixo.


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Caso o host físico não tenha memória disponível para iniciar a VM, como 1 GB do exemplo acima, outra funcionalidade chamada Smart Paging é utilizada para garantir que a VM consiga ser iniciada, criando um arquivo de paginação no host e diminuindo a memória após sua inicialização.


Outra ótima notícia é a opção de alterar esses valores de Memória Dinâmica com a VM em execução, o que fazia falta nas versões anteriores.


Muitos recursos e melhorias também foram introduzidas na área de rede. A primeira é o Hyper-V Extensible Switch, que oferece o suporte a add-ons ou modificações nos switches virtuais usados pelas VMs, dando a possibilidade aos fornecedores a criarem filtros, instruções, capturas e quaisquer outros atributos e ações diretamente ao switch virtual. Achou interessante? Comece hoje mesmo a escrever suas extensões usando este link: http://msdn.microsoft.com/en-us/library/windows/hardware/jj673961%28v=vs.85%29.aspx


Também é possível agora controlar a utilização da rede por cada VM como Bandwidth Management,
especificando valores mínimo e máximo por VM, como exibido na figura abaixo.


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Uma outra funcionalidade muito interessante para ambientes de nuvens híbridas seria o Network Virtualization. Ele faz com que as VMs tenha seus IPs preservados, mesmo quando sejam movimentadas para outros servidores ou até mesmo para outras nuvens, além de suportar várias VMs com o mesmo IP sendo executadas na mesma rede, como de clientes ou departamentos diferentes, oferecendo isolamento entre elas.


Gerenciamento


Os administradores também adorarão a cara nova e os diferentes métodos de gerenciamento do Windows Server 2012 e do Hyper-V.


Começando pelo Server Manager, ele é a primeira interface aberta e a ultima a ser fechada na administração dos seus servidores. Com a opção de criar pools de servidores, é possível agora visualizar e administrar todos os papéis e funcionalidades presentes nos servidores utilizando um dashboard de interface limpa e que vai direto ao ponto quando o assunto é a saúde, status e administração.


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As melhorias desta interface também foram estendidas ao Failover Cluster Manager para gerenciamento de ambientes em Cluster. Além da administração, ele interage com o Hyper-V habilitando opções como o VM Monitoring, que oferece uma forma de monitorar serviços e eventos nas VMs em cluster e saber, pelo próprio Failover Cluster Manager, quando algo estiver errado.


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Já o Hyper-V Manager traz algumas pequenas melhorias, mas que também são muito úteis na hora de monitorar e buscar mais detalhes de suas VMs.


Ao selecionar uma máquina virtual, a abas da figura abaixo são exibidas e informações sobre memória, rede, replicação e sumário podem ser acessadas de forma rápida e simples, sem a necessidade de conectar à VM.


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É lógico que não podíamos esquecer de falar da integração total do Hyper-V com o PowerShell, tornando possível a automatização de tudo que é feito pela interface gráfica através de comandos simples e eficazes.


Para a lista completa de comandos do Hyper-V, acesse http://technet.microsoft.com/en-us/library/hh848559.aspx


Mobilidade


Uma das características mais interessantes da nova versão do Hyper-V é a mobilidade das VMs, onde é possível agora mover máquinas virtuais em execução para qualquer outro servidor, sem uma infraestrutura dedicada ou storages compartilhadas, e com as VMs em execução.


Usando o Storage Migration, por exemplo, o disco virtual utilizado pela VM pode ser movido para outra localidade. Esta opção ajudará em cenários onde a capacidade ou manutenção da storage possa causar indisponibilidade.


A outra é o Shared-Nothing Live Migration, que possibilita máquinas virtuais e seus discos a serem movidos para outro servidor, tendo como pré-requisito somente uma conexão de rede entre os hosts. Com alguns cliques a máquina inteira é movida para outro servidor utilizando somente a rede.


O bom e velho Live Migration, utilizado para migrar VMs entre nós de um cluster, também foi aprimorado. Agora é possível atribuir prioridade para migração das VMs, criação de fila de migração e migração simultânea sem limites.


Recuperaçao de Desastre


Um plano para recuperação de desastre em ambientes virtualizados é tão importante quanto qualquer outro sistema e às vezes até mais crítico. Por outro lado, uma infraestrutura para oferecer a recuperação de desastre para todos seus servidores pode ser cara e complexa. Link de internet, replicação de dados via storage, aplicações e muitos outros fatores podem acabar com qualquer orçamento para esses ambientes.


O Windows Server 2012 traz um recurso que solucionará todos esses problemas e ainda oferece um cenário que cumpre todos os requisitos de um plano de recuperação de desastre. Seu nome é Hyper-V Replica e o mesmo é utilizado para replicar suas VMs para outro servidor utilizando HTTP ou HTTPS somente. Sua replicação é baseada em logs de alteração dos discos virtuais, que possibilita uma replicação agendada e leve, otimizada para links lentos entre localidades diferentes. Para utilizar o Hyper-V Replica só é preciso habilitar os dois servidores, selecionar as VMs e iniciar a replicação, que também pode ser agendada para horários de baixa utilização de link, por exemplo.


Em caso de desastres você pode escolher as últimas versões das VMs, como se fosse um snapshot, protegendo assim também cenários de infecções por vírus ou corrupções de dados.


Esses foram algumas das novidades do Windows Server 2012 Hyper-V descritas neste artigo, mas você encontrará mais detalhes e informações nos próximos posts. Portanto, fique ligado.


Leandro Carvalho
Certified Ethical Hacker | MCSA+S+M| MCSE+S | MCTS | MCITP | MCBMSS | MCT | MVP Virtual Machine
My Blog | MSVirtualization (pt-BR) | Technet Wiki Articles | MVP Profile
Twitter: LeandroEduardo | LinkedIn: Leandroesc 

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