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ISO rejeitou votos contrários ao Open XML, por falta de apoio

ISO rejeita apelações contra OpenXML

Pedidos de Brasil, Índia, África do Sul e Venezuela são descartados por falta de apoio. Organização deverá aprovar padrão da Microsoft.

Por IDG News Service/EUA

15 de agosto de 2008 – 18h39

A Organização Internacional de Padronização (da sigla em inglês, ISO) e a Comissão Eletrotécnica Internacional (da sigla em inglês, IEC) deram luz verde para publicar a especificação OpenXML, da Microsoft, rejeitando quatro apelações que tentavam rever a decisão.

Os conselhos técnicos tanto da ISO como da IEC aprovaram a publicação do ISO/IEC DIS 29500, nome oficial da especificação do OpenXML, afirmou a ISO nesta sexta-feira (15/08). O padrão deverá ser publicado nas próximas semanas após as organizações finalizarem os documentos, desde que não haja mais apelações contra a decisão.

De acordo com o anúncio, as apelações de Brasil, Índia, África do Sul e Venezuela não obtiveram o suporte necessário de dois terços dos membros dos Conselhos de Gerenciamento Técnico da ISO e da IEX, processo exigido para que o processo seja levado adiante.

No entanto, estes países podem ainda apelar aos conselheiros executivos da ISO e da IEC para revisão e processamento, que poderá atrasar mais a publicação da especificação.

No mês passado, executivos da ISO e do IEC recomendaram a rejeição às apelações dos países. Entre as razões para o pedido da apelação, estão supostas violações associadas à votação em lote realizada em fevereiro que eventualmente levou à aprovação do OpenXML em 1º de abril.

A Microsoft enviou o OpenXML à ECMA International, outro órgão de padrões, em novembro de 2005 em um esforço para passá-lo pelo processo “fast track” enquanto o padrão rival, Open Document Format, passava pelas certificação dentro da ISO.

O processo de “fast track” e a subseqüente aprovação foi pontuada por reclamações sobre um suposto comportamento inescrupuloso da Microsoft, a implementação falha da votação e a aprovação de definições amplas demais, o que levou Brasil, Índia, Venezuela e África do Sul a protestarem.


http://www.notilog.com/notilog/includes/pnewsite/notilog_2004/home/noticiaopen.php?ID=1373566&lan=por&tipo=2&cl=522

Padrão Ecma Office Open XML obtém certificação internacional ISO

Padrão Ecma Office Open XML obtém certificação internacional ISO
A votação final foi favorável. 87 órgãos internacionais ajudaram a aprimorar
a especificação voltada ao formato de documentos


 


Após mais de 14 meses de intensa revisão e análise de estudos técnicos realizados por seus países membros, o Comitê Técnico Conjunto da Organização Internacional de Padronização (ISO) e da Comissão Eletrotécnica Internacional (IEC) (http://www.iso.org) finalizaram o processo formal para a certificação internacional ao Padrão Ecma Office Open XML.


Informações públicas indicam que a proposta do Padrão Open XML recebeu grande apoio das nações. De acordo com os documentos disponíveis na internet, 86% de todos os países que participaram do processo na ISO/IEC votaram a favor do formato. Segundo as regras da entidade internacional de padronização, para se obter uma certificação internacional é necessário ter 75% dos votos. Adicionalmente, os participantes dos organismos internacionais, conhecidos como membros-P, também apoiaram o Padrão Open XML. Nesse caso houve uma votação superior com 75% dos votos, sendo que bastavam 66,7% para garantir a aprovação. Agora, o Open XML passa a fazer parte dos padrões de formato de documentos abertos reconhecidos pela ISO e IEC, como o HTML, PDF e ODF.


 “Com 86% dos votos, o Open XML recebeu um expressivo apoio. Esse resultado significa um avanço para os consumidores, provedores de tecnologia e governos que desejam escolher o formato que melhor atende às suas necessidades e têm uma voz na evolução desse padrão amplamente adotado”, disse Tom Robertson, gerente geral de Interoperabilidade e Padrões da Microsoft Corp. “As contribuições de especialistas técnicos, clientes e governos vindas de todo o mundo aprimoraram de maneira significativa a especificação Open XML e a tornará ainda mais útil para desenvolvedores e clientes. Com o padrão oficialmente aprovado, estaremos comprometidos em apoiar essa especificação em nossos produtos, da mesma forma que continuaremos a trabalhar com organismos de padronização, governos e indústria para promover uma maior interoperabilidade e inovação”, reiterou o executivo.


O padrão aberto tem obtido uma ampla adoção na indústria de software para uso em uma variedade de plataformas, incluindo Linux, Windows, Mac OS e Palm OS. Centenas de fornecedores independentes de softwares e fornecedores de plataformas em todo o mundo, tais como Apple, Corel, Sun Microsystems, Microsoft e Novell, desenvolvem soluções utilizando o Open XML, fato que oferece valor real para os usuários de tecnologia de informação em todo o mundo. Uma pesquisa independente concluiu que o uso do Open XML tem grande probabilidade de se expandir ainda mais no futuro.* Milhares de companhias manifestaram  apoio ao Open XML e sua ratificação pela ISO (http://www.iso.org) e IEC.  Mais detalhes podem ser conferidos por meio do site http://www.openxmlcommunity.org.


Aqueles que trabalham com o Open XML podem atestar os benefícios desse formato de arquivo aberto nas áreas de gerenciamento de dados e arquivo, recuperação de dados, interoperabilidade com sistemas de linhas de negócios e a preservação de documentos a longo prazo. O Open XML é otimizado para o nível de precisão e detalhe que facilita o transporte de bilhões de documentos existentes. Os formatos de arquivo Open XML são capazes, de uma maneira exclusiva, de integrar outros tipos de sistemas e dados com documentos Open XML, ao mesmo tempo em que mantêm uma separação limpa e clara da apresentação (marcação Open XML) e dos dados (esquemas do cliente e instâncias do mesmo). Isso significa que as organizações podem usar formatos Open XML para elaborar relatórios de informações provenientes de outras aplicações e sistemas sem ter que traduzi-las primeiro. Isto é uma inovação chave para desenvolvedores que procuram incorporar informações de negócios em tempo real nos seus documentos ou para aqueles que procuram marcar documentos por “tag” com seus próprios sistemas de categorização, para aprimorar a compreensão dos conteúdos.


Lamentável foi a postura do Brasil, de tentar rejeitar um padrão que já tinha aceitação prevista em 75% dos países antes da emissão do parecer brasileiro. Isto serve apenas para demonstrar que precisamos de mais pessoas técnicas nas decisões de tecnologia em nosso país e menos pessoas que sigam “ideologias”. Ou será que alguém ainda se atreve a afirmar que os certos eram os nossos técnicos e não os que representavam os outros 86% dos votantes?